Cãozinho Orelha morre após espancamento de adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis (SC)
O cruel espancamento que levou a morte do Cãozinho Orelha chocou Florianópolis e, ao mesmo tempo, transformou dor em mobilização. Desde então, moradores da Praia Brava, ativistas da causa animal e protetores independentes intensificaram a cobrança por justiça. Além disso, a pressão cresce nas redes sociais, onde a hashtag #justicapororelha aparece entre as mais vistas do Brasil.
O cão comunitário vivia na região havia mais de dez anos. Moradores alimentavam o animal diariamente e, por isso, muitos o consideravam símbolo de afeto e convivência entre pessoas e animais de rua. No entanto, adolescentes assassinaram o Cãozinho Orelha, o que gerou revolta imediata. Logo depois, a comunidade organizou manifestações e ampliou o debate sobre maus-tratos a animais, proteção animal e responsabilidade legal.
Por isso, moradores convocaram um novo ato para este sábado (24), às 9h, exatamente no ponto onde Orelha costumava ficar. A mobilização busca, sobretudo, punição aos envolvidos e reforço nas políticas de defesa dos animais comunitários. Além do protesto, protetores divulgaram mensagens nas redes sociais que descrevem Orelha como dócil, carinhoso e acostumado ao contato humano.
Enquanto isso, a Polícia Civil de Santa Catarina conduz a investigação. Agentes analisaram imagens de câmeras de segurança e, ao mesmo tempo, ouviram moradores da região. Com isso, a equipe identificou pelo menos quatro adolescentes suspeitos de participação nas agressões. O Coazinho Orelha chegou a receber atendimento veterinário, porém não resistiu aos ferimentos.
Além da mobilização popular, o caso chegou ao Legislativo estadual. O deputado Mário Motta defendeu a criação de uma estátua em homenagem ao animal. Segundo ele, a iniciativa pode preservar a memória do Cãozinho Orelha e, ao mesmo tempo, fortalecer o combate à violência contra animais. Paralelamente, apoiadores divulgaram um abaixo-assinado para viabilizar o projeto.
Leia aqui o caso do Poodle Scooby, resgatado de maus tratos em Fortaleza.
A Delegacia de Proteção Animal segue à frente do caso. A delegada responsável conduz oitivas e mantém o foco na coleta de provas. Ela também reforça a importância da colaboração da população, já que denúncias e registros de imagem ajudam diretamente na apuração de crimes desse tipo.
Atualização do caso Cãozinho Orelha
A Polícia Civil avançou nas investigações e, além disso, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas casas dos adolescentes investigados. Durante a operação, equipes recolheram celulares, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, que agora passam por perícia. Dessa forma, os agentes buscam mensagens, vídeos e possíveis registros ligados às agressões.
Ao mesmo tempo, a polícia apura suspeitas de coação contra um porteiro, que poderia ter sofrido pressão para não falar sobre o caso. Além dos maus-tratos ao Cãozinho Orelha, investigadores analisam a possível agressão a outro cão, conhecido como Caramelo. Portanto, o inquérito amplia o alcance das apurações.
O Ministério Público de Santa Catarina acompanha o caso. Após os depoimentos e a análise do material apreendido, o órgão poderá definir medidas socioeducativas cabíveis aos adolescentes. Enquanto isso, autoridades estaduais reforçam que a investigação segue ativa e que novas informações podem surgir nos próximos dias.
Assim, o caso do Coazinho Orelha deixa de ser apenas um crime isolado e, ao mesmo tempo, se torna símbolo nacional da luta contra a violência animal.


Que justiça seja feita para o Orelha!!!!!!
Que absurdo, o pobre do cachorrinho teve nem como se defender, triste caso.
Que tipo de gente faz na covardia uma coisa dessas com um animal, que São Francisco e Deus o tenha em um bom lugar lá no ceu.
Gente assim nunca deveria adotar um animal de estimação na vida, muleques sem criação e horriveis.